outubro 16, 2003

Segundo

No dia vinte e dois do primeiro mês do ano décimo oitavo, no palácio de Nabucodonosor, rei da Assíria, deliberou-se sobre a vingança contra toda a terra, conforme o rei havia dito. Então convocou todos os ministros e conselheiros, expôs o seu plano secreto e decretou a destruição de todos esses territórios. Decidiram exterminar todos os que não tinham aceitado o convite de Nabucodonosor.

Terminada a reunião, Nabucodonosor, convocou Holofernes, general do seu exército, o segundo homem no reino, e ordenou-lhe: «Assim diz o grande rei, o senhor de toda a terra. Ao sair da minha presença, toma contigo homens experientes, uns cento e vinte mil de infantaria e forte contingente de cavalaria, com doze mil cavaleiros. Marcha contra toda a região ocidental, porque não aceitaram o meu convite. Obriga-os a colocar à minha disposição a terra e a água, porque vou marchar furioso contra eles. Vou cobrir o chão com os pés dos meus soldados e entregá-los ao saque. Os seus feridos encherão os vales e as torrentes, e os rios transbordarão de cadáveres, e eu levarei os prisioneiros para os confins do mundo. Segue à minha frente e conquista para mim os seus territórios. Se eles se renderem a ti, deixa que eu os castigue. Não tenhas consideração para com os rebeldes. Entrega-os à matança e ao saque em toda a terra que tu conquistares. Pela minha vida e pelo meu império, vou cumprir o que estou a dizer. Não desobedeças a nenhuma ordem do teu senhor. Faz tudo conforme eu te ordenei. Não percas tempo».

Holofernes saiu da presença do seu senhor e convocou todos os chefes, generais e oficiais do exército da Assíria. Em seguida, escolheu um contingente de cento e vinte mil homens e doze mil arqueiros a cavalo, conforme o seu senhor tinha mandado. E organizou-os para o combate. Tomou então grande quantidade de camelos, jumentos e mulas, para transportar o equipamento, e também inumeráveis ovelhas, bois e cabras para o abastecimento. Cada soldado recebeu farta provisão e muito ouro e prata do palácio do rei.

Então Holofernes saiu com todo o seu exército à frente do rei Nabucodonosor, para cobrir toda a região ocidental com carros, cavaleiros e tropas escolhidas. A eles juntou-se ainda um bando numeroso, incontável como os gafanhotos e como a areia da terra.

Partiram de Nínive e caminharam três dias em direcção à planície de Bectilet. Acamparam fora de Bectilet, perto da montanha, ao Norte da Alta-Cilícia. Daí, com todo o seu exército, formado por infantaria, cavalaria e carros, Holofernes partiu para a região montanhosa. Devastou Fut e Lud, e saqueou todos os filhos de Rassis e de Ismael, que vivem na beira do deserto, ao Sul de Queleon. Depois costeou o rio Eufrates, atravessou a Mesopotâmia e destruiu todas as cidades fortificadas que estão junto ao riacho Abrona, até chegar ao mar. Tomou posse dos territórios da Cilícia, despedaçou todos os que resistiram e foi até à fronteira Sul de Jafé, diante da Arábia. Cercou todos os madianitas, incendiou as suas tendas e devastou os seus estábulos. A seguir, desceu para a planície de Damasco no tempo da colheita de trigo, e incendiou as searas, destruiu ovelhas e bois, saqueou as cidades, devastou as plantações e passou todos os jovens ao fio da espada. Um medo terrível caiu sobre os habitantes do litoral, sobre os sidónios e tírios, sobre os de Sur, de Oquina e de Jâmnia. Também os habitantes de Azoto e Ascalon ficaram aterrorizados.

Holofernes saiu da presença do seu senhor e convocou todos os chefes, generais e oficiais do exército da Assíria. Em seguida, escolheu um contingente de cento e vinte mil homens e doze mil arqueiros a cavalo, conforme o seu senhor tinha mandado. E organizou-os para o combate. Tomou então grande quantidade de camelos, jumentos e mulas, para transportar o equipamento, e também inumeráveis ovelhas, bois e cabras para o abastecimento. Cada soldado recebeu farta provisão e muito ouro e prata do palácio do rei.

Publicado por Judith em outubro 16, 2003 02:13 PM
Comentários